A generosidade é um sinal de gratidão e de confiança em Deus

Atos dos Apóstolos 4:32-35 :+: (32) Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. (33) Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles. (34) Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda (35) e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um.

Os primeiros discípulos davam muito mais que o dízimo! O dízimo é a décima parte do rendimento. No Antigo Testamento, os judeus davam o dízimo de todo seu trabalho a Deus, para manter o templo, os sacerdotes, os outros trabalhadores do templo e as pessoas mais necessitadas da comunidade. Como a economia funcionava mais à base da troca direta, muitos dos dízimos eram dados em produtos agrícolas, que podiam ser usados ou comercializados.

O Novo Testamento fala algumas vezes do dízimo

Mateus 23:23 – Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.

Lucas 11:42 – Ai de vocês, fariseus, porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus! Vocês deviam praticar estas coisas, sem deixar de fazer aquelas.

Lucas 18:11-12 :+: (11) O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. (12) Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

Hebreus 7:4-6 :+: (4) Considerem a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos! (5) A Lei requer dos sacerdotes entre os descendentes de Levi que recebam o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, embora estes sejam descendentes de Abraão. (6) Este homem, porém, que não pertencia à linhagem de Levi, recebeu os dízimos de Abraão e abençoou aquele que tinha as promessas.

Nas passagens em Mateus e Lucas, Jesus estava mostrando o perigo de confiar apenas nas regras e rituais, sem ter o coração virado para Deus. Jesus não estava condenando o dízimo (nem o jejum), mas explicou que nada disso tem valor se a pessoa não é realmente dedicada ao bem. O dízimo somente é agradável a Deus quando é feito com um coração cheio de amor a Deus e a Seus caminhos.

A passagem de Hebreus 7 apresenta o sacerdote Melquisedeque como uma figura de Cristo, revelada no Antigo Testamento. De acordo com a Lei de Moisés, os sacerdotes da tribo de Levi deveriam receber os dízimos. Mas, antes dessa lei, Abraão, que era o bisavô de Levi, deu o dízimo a Melquisedeque, que simbolizava Jesus. Dar o dízimo era uma forma de reverência a alguém superior. Isso mostra que o sacerdócio de Jesus é superior ao sacerdócio da Lei de Moisés.

O Cristão, verdadeiro seguidor de Jesus, vai contribuir generosamente com dízimos e ofertas para manter próspera a obra da igreja. O mais importante é a vontade de contribuir, não a quantidade oferecida (2 Coríntios 9:6-7 :+: (6) Lembrem-se: aquele que semeia pouco também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura também colherá fartamente. (7) Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria).

A igreja é o instrumento de Deus para levar o evangelho da salvação ao mundo. Contribuir para a manutenção da igreja é contribuir para a salvação de mais pessoas. Dar ajuda financeira também é importante para que a igreja possa investir no cuidado e no amadurecimento daqueles que já são salvos (2 Coríntios 9:12-13 :+: (12) O serviço ministerial que vocês estão realizando não está apenas suprindo as necessidades do povo de Deus, mas também transbordando em muitas expressões de gratidão a Deus. (13) Por meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros.

Ofertar para a igreja também é uma forma de agradecer a Deus e colocar sua confiança n’Ele. Quando você dá uma parte de seu dinheiro a Deus, você está reconhecendo que sua vida depende de Deus e é Ele que providencia aquilo que você precisa. Ofertar é mostrar que você ama mais a Deus que ao dinheiro (Mateus 6:24 – Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro).

O Novo Testamento recomenda fazer o compromisso de ofertar regularmente com uma quantia fixa (1 Coríntios 16:2 – No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar). Além de dar alguma estabilidade financeira à igreja, isso ajuda você a organizar seu orçamento pessoal. Ofertar de maneira regular é uma forma sábia de gerir suas finanças.

Se você está preocupado e quer saber onde seu dinheiro está sendo aplicado, pergunte à liderança da igreja! No Brasil e em vários outros países, toda igreja legalizada tem o dever de apresentar um relatório financeiro anual, que deve ser apresentado a quem pedir. Participe das assembleias fiscais da igreja, dê sugestões e ofereça sua ajuda.

Coopere com sua igreja para o crescimento do evangelho!

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